Primeiro álbum da shaun costura referências de rock gaúcho e britânico. Ouça!

Publicado em 06/11/2025 por Homero Pivotto Jr.
Primeiro álbum da shaun costura referências de rock gaúcho e britânico. Ouça!

A projeto shaun, ou apenas shaun para os mais próximos, lançou seu primeiro álbum, autointitulado. O trabalho marca o momento em que a banda porto-alegrense consolida uma identidade musical própria e a formação com sete integrantes, firmando de vez o som e a personalidade do grupo. A formação atual reúne Eduardo Comerlato (guitarra), Eliéser Lemes (bateria), Joana Luna (percussão e voz), João Carneiro (voz e guitarra), John Vitto (guitarra e voz), Lucas Juswiak (baixo) e Samuel Kirst (teclas e voz). Ouça aqui!

O disco representa um ponto de amadurecimento para a banda, que vem desenvolvendo desde 2019 um som próprio a partir de referências do rock brasileiro e gaúcho, mas também inspirado pela estética do rock britânico. Produzido por John Vitto e com mixagem e masterização de Mário Arruda (Supervão), o álbum reúne nove faixas inéditas, com lançamento pela Frase Records. Entre elas está Vivienne Westwood, um dos singles já lançados, com produção assinada pela dupla Bruno Neves e Léo Braga. 

O caráter irreverente e inovador de grupos como Os Mutantes, Titãs, Ira!, Fellini e Planet Hemp servem de inspiração para a sonoridade do trabalho, que também dialoga com a energia e o humor de bandas gaúchas como De Falla, Cachorro Grande, Bidê ou Balde, Júpiter Maçã e Ultramen. O resultado é um disco que reflete o encontro entre o rock britânico e ecos de reggae — uma trilha que atravessa Porto Alegre, onde o céu cinza do sul se cruza com a herança sonora de Manchester.

O início da produção e composição do disco aconteceu quando a shaun buscava um novo guitarrista e João se aproximou de John Vitto, que hoje assina a produção do trabalho.

“Esse encontro surgiu quando a shaun precisava de um guitarrista e eu lembrei que seguia o John no Instagram e via que ele postava umas coisas de The Clash, The Specials, Oasis… só coisas que são referências afú pra Shaun. Aí um dia mandei mensagem e convidei ele pra trocar uma ideia e ver se ele não queria ser o guitarrista da banda. A partir disso (e como a banda tava parada, sem tocar, em standby), veio a ideia de tentar começar a gravar um som… e aí foi tudo acontecendo naturalmente e veio o disco”, conta.

As nove faixas de shaun transitam entre o desabafo, o afeto e a ironia, refletindo diferentes momentos e visões da banda. As letras falam de relações, deslocamentos e frustrações cotidianas, mas também de leveza, humor e resistência. O disco costura crítica e sensibilidade em igual medida, traduzindo o olhar particular da shaun sobre o mundo que a cerca.

Texto: Leonardo Serafini / Arte da capa (que ilustra este mateerial): Lucas Juswiak